Entrevista do Mês – Dueto Misto


Os pioneiros do dueto misto no Brasil, Giovana Stephan e Renan Alcantara, falam sobre o trabalho realizado no esporte, seus objetivos o relacionamento fora das piscinas e a experiência de competir pela primeira vez pelo Brasil.

Sendo os primeiros a representar o Brasil, vocês se vêem como embaixadores da modalidade?
Giovana – Sim, é muito gratificante e uma grande responsabilidade! A modalidade foi aprovada pela FINA tão recentemente.

O convívio e o relacionamento de vocês fora da piscina ajuda nos treinos e competições?
Giovana – Ajuda muito nos treinos e competições, pois já nos conhecemos muito bem. Quando um está triste, o outro já sabe como agir. Às vezes estamos em casa juntos e lembramos de falar algo sobre o treino ou planejamos coisas para o seguinte. Também criamos uma confiança muito forte um no outro.

Além do Mundial em Budapeste ano que vem, vocês traçaram outros objetivos?
Renan – Sim, queremos participar do máximo de competições internacionais possível, para fortalecer a modalidade até se tornar Olímpica e nos mostrarmos como um forte dueto. Quanto mais competidores e eventos melhor. Esperamos que já seja incluído no Pan de 2019 e Olimpíadas de 2020.

Na Patinação Artística, os duetos mistos são uma grande atração. Esperam que isso se repita com o Nado Sincronizado?
G – Essa prova da patinação consegue mostrar a complementaridade, interação masculino e feminino, que é o que torna o esporte mais belo e emociona as pessoas. O nado trás essa mesma junção de leveza, força, flexibilidade, explosão de forma harmônica como um pas de deux dentro d’água. Os esportes que tem um toque artístico sempre atraem interesse e admiração do público.

Para que possamos compreender, qual a principal diferença entre Rotina Livre e Técnica?
R – Na Técnica, os atletas devem realizar todos os movimentos coreográficos iguais do início ao fim e realizar seis elementos obrigatórios na sequência determinada, além de ser uma rotina menor, cerca de 2’20”. Ela é mais voltada para mostrar técnica e controle e fica mais fácil de classificar os competidores. Já a Livre deve ter em média 3′ e é onde podemos mostrar mais criatividade e movimentos alternados de interação e complementaridade.

Existe alguma técnica ou recurso para ouvir a música debaixo d’água?
G – Sim, temos o som subaquático que é uma caixa de som a prova d’água e fica inteiramente submersa. Assim escutamos a música em qualquer lugar.

Vocês pensam em, futuramente, abrir uma escola ou tornarem-se treinadores?
R – Sim! Somos apaixonados por esse esporte e queremos passar tudo o que aprendemos para as novas gerações formando uma equipe de alto rendimento. Sabemos o quanto o Nado Sincronizado é lindo e pode fazer bem às pessoas, por isso queremos criar uma instituição para difundir a atividade e facilitar a participação de todos que se interessarem.

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