Entrevista do Mês – Caio Bonfim


Na edição de janeiro da Entrevista do Mês, a MVP Sports falou com o marchador Caio Bonfim, medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Toronto e classificado para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Como se deu seu início na marcha?

Como minha mãe já era praticante do esporte, estou em contato com a Marcha desde criança. Com 10 anos, fui campeão infantil do DF, disputando provas com atletas quatro anos mais velhos que eu. Foi nesta competição que meu pai (e também atual treinador) descobriu que eu era um talento diferenciado.

Para você, conquistar uma medalha em Jogos Pan-Americanos foi algo especial?

No Pan de Guadalajara fui desqualificado faltando 50m para o final, seria o oitavo colocado. Fui preparado para ser o primeiro, mas o calor atrapalhou muito e faltando 300m estava em quarto. Quando vi que seria bronze em Toronto, vibrei como nunca. Depois, quando o COB demonstrou o peso que tinha a medalha, notei que o importante é conquista-la. Na realidade, o ano de 2015 foi especial como um todo.

A sua presença no Prêmio Brasil Olímpico deste ano foi a primeira?

Eles sempre convidam, mas desta vez consegui participar. A minha presença na televisão foi importante para mostrar pra todos que estou lá e gosto de corresponder quando sou valorizado.

Para você, qual foi a prova mais difícil na temporada?

Os 50km de Santee (EUA). Foi uma pedreira, a mais difícil de todas, pois a prova de 50km ainda não é minha especialidade.

Você costuma fazer um sinal com as mãos ao final das provas, o que ele significa?

Quando o atleta faz um bom resultado, cai uma ‘onda de glória’ sobre ele. O meu gesto significa que toda glória deve ser dada a Deus. É a forma de dizer isso a todos e de agradecer a Deus.

Você disputou várias competições importantes na temporada, como Rio Maior e Mundial, obtendo resultados expressivos. A que atribui esses resultados?

Desde 2011 estou me preparando para fazer um bom resultado, mas a minha técnica não correspondia à minha velocidade. Em 2014, eu acertei a minha técnica e, como 2015 foi bom, 2016 deverá ser melhor.

A emoção de se classificar para a prova dos 20km nos Jogos Olímpicos foi diferente da dos 50 km?

Nos 20km, eu fiz o índice no último dia do prazo. Para os 50km foi mais fácil, veio quando fiz a prova pela primeira vez. Mas a emoção dos 20km vai ser inigualável.

(Foto: Marcelo Ferrelli/CBAt)


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