Adidas e Nike abrem mão de esportes pouco lucrativos, mas mantém vínculo com atletas


As duas maiores marcas de material esportivo do mundo, Nike e Adidas, tomaram a decisão de se livrar de negócios que não estejam trazendo receita e centrar seus esforços nas áreas com perspectiva de lucros maiores. Assim, a norte-americana abriu mão da divisão de golfe e a rival alemã seguiu o mesmo caminho, inclusive abrindo mão do Hóquei.

Na semana passada, a Adidas divulgou a venda da CCM Hockey por US$ 110 milhões (cerca de R$ 344 milhões) ao fundo canadense de investimento Birch Hill Equity Partners. Porém, o mercado estimava que a venda atingisse € 160 milhões (cerca de R$ 588 milhões).

“A CCM e seus empregados deram grandes contribuições à nossa companhia e temos plena confiança de que a marca continuará crescendo com êxito sob seus novos proprietários”, disse Karper Rorsted, CEO da Adidas.

Um dos ativos mais importantes desse acordo é o contrato assinado com a NHL, que entrará em vigor na próxima temporada e vai até 2025-2026. Além disso, a CCM também contratou Connor McDavid, do Edmonton Oilers e um dos astros da NHL, para integrar o time de embaixadores da marca.

 

Enquanto tenta reconstruir sua imagem, Tiger Woods exibe patrocínio da Nike e Bridgestone

 

O movimento é similar ao que ocorre no golfe. A Nike decidiu encerrar a fabricação de equipamentos em janeiro por considerar o setor caro demais e com baixa perspectiva de mercado.

No entanto, manteve Tiger Woods em seu time de embaixadores e reforçou o elenco neste ano, renovando com Rory McIlroy, além de roubar Jason Day da Adidas. A rival, porém, tem Dustin Johnson, atual número 1 do ranking mundial, entre seus contratados.

Este movimento mostra que as marcas pretendem continuar ligadas ao esporte, porém seguindo a tendência de se associar a atletas. O time de atletas de ponta das duas empresas simboliza o que as companhias têm feito para criar identificação com o público de maneira mais eficiente. 

Inclusive em maio, a Adidas anunciou a venda de todas suas marcas de golfe. A companhia negociou TaylorMade, Adams Golf e Ashworth com o fundo de investimento de risco KPS Capital Partners em negócio de US$ 425 milhões. A parte financeira explica o desmanche do negócio. Em 2016, essa divisão faturou menos do que no ano anterior.

 

Término da Nike Golf repercutiu na internet

 

[Fonte: Máquina do Esporte]


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